Diário de Viagem

Santa Fé/Mendoza

Providenciado o conserto do alternador da Land do Telles, de Santa Fé seguimos pela ruta 19 em direção a San Francisco, na Província de Córdoba e daí pela ruta 158 até Rio Cuarto.
Foi nesse trajeto que ocorre um pane elétrico na Land do José Maria, provocado por curto circuito na fiação do radio PX, sob o banco do motorista. Não passou do susto com muita fumaça, além da gozação em cima do rabo quente do José Maria...
A paisagem é monótona, onde domina a pradaria, com algumas fazendas de criação de gado e plantação de soja. E as estradas, mal sinalizadas exibem verdadeiras crateras. A região não é turística, mas o povo é simples e hospitaleiro, recebendo muito bem “los hermanos brasilheños”. E para variar, a conversa gira em torno de futebol. Devido ao descampado, o vento intenso, não raro faz sentir na direção a sua força. Depois de Rio Cuarto a paisagem se torna mais árida, numa região que guarda as marcas da história, quando foi campo de batalha entre brancos e índios.
Chama a atenção manifestações de religiosidade da população: é comum imagens de santos protegidas por pequenas capelas ou redomas de vidros às margens da rodovia ou no canteiro central de pequenas localidades como Villa Maria. Depois tomamos conhecimento que os santuários e bandeirolas vermelhas são dedicados a um personagem místico, o Gauchito Gil, espécie de Padre Cícero daquelas paragens.
Depois de uma noite mal dormida numa hospedaria de péssima qualidade em Mercedes, desviamos rumo a San Luis, capital da Província do mesmo nome, pela ruta 7, uma autopista sensacional, que seguindo para Mendoza, vai nos levar até a fronteira do Chile.
(Santa Fé/Mendoza: 934 kms.)

 
Cidade de porte médio, a oeste do território argentino, Mendoza tem pouco mais de 1 milhão de habitantes, dois cassinos e uma variada programação cultural. Aqui se come bem, da “parrillada” às deliciosas empanadas, mas principalmente bebe-se bons vinhos. Localizada ao pé da Cordilheira dos Andes, Mendoza responde por 70% da produção de vinhos do pais. Os “Caminhos do Vinho” oferecem a oportunidade de se degustar nas bodegas a diversificada produção dessa bebida, da mais popular até produtos que satisfazem o paladar de somellier mais exigente.
 

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