Diário de Viagem

Retornado para o Brasil – fim de viagem
 
Terça-feira, 18 de janeiro, escoltados pela amável eficiência de Anjelito, retomamos a Ruta 3 em direção a Buenos Aires onde chegamos depois de rodar 755 km. Aqui chegando já embarcamos no Baquebus que atravessou o estuário do Prata até Colônia, no Uruguai. A aduana Argentina manteve o mesmo padrão de burocracia e descortesia. Entramos no Uruguai sem problemas, tomando a Ruta 1 para Montevidéu. A Land do Telles mais uma vez deu problemas, paramos junto a um pedágio e solicitamos auxílio mecânico. Superado o defeito seguimos até Montevidéu. Foi aqui nos separamos: Benetti ficou com o Telles em oficina especializada da Lan Rover para depois seguir até Porto Alegre e regressar a Bauru. O Nando e eu, atravessamos a fronteira do Brasil através do Chui. Tanto do lado Uruguaio como brasileiro fomos brindados com o mais eficiente e cordial translado. Atendidos por pessoas bem humoradas e amáveis que não carimbaram papeis rosnando. Fica o registro do que deveria ser o exemplo para funcionamento de alfândegas. Nessa empreitada cruzamos 9 vezes as fronteiras, portanto passamos 18 vezes por alfândegas e é um sufoco agüentar filas e falta de educação de funcionários públicos mal preparados.
Entrando em território brasileiro fomos abordados por belas jovens universitárias que faziam pesquisa para se levantar o perfil dos turistas. Sem patriotada, seguimos com humor renovado, passando pela região dos lagos – Lagoas Mangueira e Mirim e visitamos a Estação Ecológica do Taim. Daí até a cidade de Rio Grande, onde pernoitamos, surpresos com a estrutura turística, o eficiente serviço de orientação, excelente rede hoteleira, além, é claro, da praia do Cassino, que o Guiness registra como a maior do mundo.
No dia seguinte deixamos a cidade de Rio Grande, atravessando o canal que liga a Lagoa dos Patos com o oceano. Continuamos de S. José do Norte até Capivari percorrendo uma bela estrada, na estreita faixa que separa a grande Lagoa dos Patos e o mar. Em parte do percurso, sem asfalto, a pista tem abundante areia solta o que permitiu muita diversão com o 4x4, até que encalhamos num banco de areia, mas saímos sem dificuldade. O trajeto é radical, vale a pena.
Daí para a frente já pegamos a congestionada BR 101 com escala em Florianópolis e São Paulo, até Uberaba, quando totalizamos cerca de 15 mil km rodados. Fim de viagem, com inegável sensação de bem estar. Como psiquiatra avalio que não tem terapia melhor. Aviem esta receita: troquem Valium, Prozac ou outras drogas por uma aventura como esta. Cura certa para depressão, ansiedade e tudo o que a vida moderna provoca.

Francisco Calil
calil@loucospornatureza.com.br

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