Diário de Viagem

No Chile Rumo à Patagônia
Do deserto de Atacama no norte às geleiras de parte da Antártida, da Cordilheira dos Andes ao Oceano Pacífico, o Chile oferece paisagens deslumbrantes. O antigo Império Inca, depois colônia espanhola e república independente desde 1818, com seus vales, desertos, fiordes, ilhas e lagos, exercem um verdadeiro fascínio nos viajantes que o descobrem.
A capital, Santiago, com 5 milhões de habitantes, è a quinta maior cidade da América Latina, localizada bem aos pés da Cordilheira dos Andes. Com bons hotéis, restaurantes e ótimos vinhos, além de uma extensa agenda cultural, Santiago é a melhor opção para quem quer chegar ao Chile por via aérea para depois explorar suas riquezas turísticas. O deserto de Atacama, a belíssima região dos Lagos Andinos, o Parque Nacional Los Glaciares e Torres Del Pane são passeios imperdíveis para quem gosta de natureza. E nós que somos Loucos Por Natureza, resolvemos fazer isso tudo por terra mesmo. E valeu a Pena!
 

Depois da deslumbrante visão que o Aconcágua nos proporcionou em território argentino, enfrentamos uma tarefa quase tão árdua como escala-lo: atravessar a Aduana. É impressionante a má vontade dos funcionários da alfândega Argentina que incorporam muito bem a péssima imagem do funcionário público. Sumiram inclusive com alguns de nossos documentos que só conseguimos reaver pela intervenção de uma zelosa inspetora da aduana chilena.
Em território chileno, seguimos pela ruta 60, agora descendo a cordilheira num impressionante conjunto de mais de 20 curvas muito fechadas, os famosos Caracoles, onde não raro, veículos apresentam superaquecimento. Fotografando e filmando com luz natural às 21 horas, passamos por Los Andes para depois atravessar o Túnel Chacabuco e seguir até Santiago por uma auto pista de primeiro mundo, muito bem sinalizada, onde o transito flui sem congestionamento.

Deixamos Santiago pela ruta 5, a Carretera Panamericana e depois de percorrer 15 km, a Land do Telles apresenta novo problema elétrico pois a bateria não segurava carga. Com nossa L200 providenciamos uma “chupeta” quando de pronto chegava o socorro da autovia, muito eficiente. Alteramos nossa programação e pernoitamos num hotel simples e confortável em Rancagua, cidade antiga com cerca de 200 mil habitantes. Aguardamos enquanto o Telles providenciava o conserto em uma auto-elétrica e o Benetti também aproveitou para reparar um curto que havia ocorrido nos vidros elétricos de sua Land. Os primeiros contatos com o comércio do Chile, em seus diversos ramos, já mostram bem como o custo de vida está muito mais caro do que na Argentina ou no Brasil.
Em 30 de dezembro deixamos Rancagua para continuar pela Panamericana, autovia da melhor qualidade: nos trechos mais críticos possui corta-luz entre as pistas para proteger motoristas de ofuscamento e placas de vidro ou acrílico nas laterais como quebra vento! Seguindo viagem, passamos por San Fernando e Talca, entrando assim na região da Patagônia, por Chillán, Los Angeles e Temuco.
(Mendoza/Talca: 609 km).

 

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